Olá Giuseppe Ottaviani, é um grande prazer para nós da TRANCEMAG//BR ter a oportunidade de conduzir essa entrevista com um artista tão importante. Nossa equipe de jornalismo preparou algumas perguntas para você assim todos os seus fãs brasileiros terão a oportunidade de conhecer o seu trabalho melhor e também enriquecer a cena nesse país. Obrigado por aceitar.

 1- Você poderia nos falar um pouco a respeito do começo de sua carreira, como o projeto NU NRG, que por sinal é lendário para a TRANCE MUSIC, você se apresentava ao vivo com esse projeto?

 Sim, nós nos apresentávamos ao vivo por diversão em algumas festas, era muito legal trazer para o palco teclados, mixer, sequencer e outros equipamentos de hardware ao invés de tocar com vinil. Se você olhasse para o palco até parecia que uma banda estava prestes a se apresentar, era mais que um DJ. Quando nós assinamos com o selo de Paul Van Dyk, a VANDIT em 2001, eles sugeriram que continuássemos fazendo apresentações ao vivo porque acreditavam que o mercado de DJs já estava saturado – se eles pudessem ao menos imaginar quão saturado o mercado de DJs é hoje lol – então decidimos que o NU NRG seria um live act e não um DJ act. Desde então eu me mantive com apresentações ao vivo (live act) ao invés de apenas discotecar e isso se tornou a minha única forma de me apresentar.

 2- Nós estamos impressionados pelo quanto você atingiu em sua carreira, diversas produções incríveis, uma gravadora própria e um live show de tirar o fôlego. Como você lida com todo esse sucesso p
essoalmente falando? Como você avalia todo esse sucesso e em qual direção ele está te levando?

Bom, eu nunca parei para olhar para trás para tudo que eu fiz até agora e disse: ‘Wow!’ – é mais provável eu dizer: ‘OK , vamos andar pra frente agora.’ Eu sempre acredito que o melhor ainda está por vir e isso é o que provavelmente me motiva a seguir em frente toda vez. 

3- Como parte de sua longa e maravilhosa carreira você também compõe um dos mais importantes projetos da TRANCE MUSIC, o PURE NRG. Como é pra você se apresentar ao lado de Solarstone? Como essa parceria começou?

Pure NRG é mais um grande projeto que nasceu de uma conversa qualquer durante uma caminhada pela Harbour Bridge em Sidney. Rich (Solarstone), eu e nossa empresária Paula todos tivemos a ideia algumas semanas depois e o Pure NRG nasceu. Simples assim. É uma fusão dos dois sons, as melodias mais “puras” do Rich e os sons mais energéticos do meu lado tudo colocado junto em um live setup onde nós dois tocamos teclados e apresentamos músicas exclusivas em cada show. Rich é um parceiro e tanto, e tudo está fluindo de maneira suave e simples, e nos divertimos muito acima de tudo. 

 4 – O que um produtor precisa ter para lançar uma track na sua gravadora ‘Go On Air’? Você mesmo é quem escolhe as tracks? Você poderia dar algum conselho para as pessoas que estão no início de suas carreiras? 

Não é sobre o produtor mas sobre a produção que ele faz. GOONAIR é uma gravadora de trance então é obvio que eu estou sempre procurando por aquela melodia que te cativa, te faz sonhar, te faz dançar e permanece grudada na sua cabeça.

Eu tenho a ajuda do meu A&R (Artists and Repertoire – sigla em inglês para gerente de gravsadora) o cara que me ajuda a fazer a primeira seleção de demos, eu simplesmente não tenho tempo para ouvir tudo então ele deixa passar as boas e descarta o resto, mas no final sou sempre eu quem seleciono as tracks mais interessante e decido quais serão lançadas.

Para os novatos e/ ou aspirantes a produtores nos temos uma excelente seção no programa GOONAIR Radio Show chamada “Hot Or Not”. Basicamente eu seleciono uma track por semana e a toco no programa e o público tem que votar nela. As tracks mais votadas ganham seu lançamento pela GOONAIR como parte da série de EPs “Hot Or Not Most Wanted EP”.  Eu acredito que seja uma grande chance para aqueles que estão em busca de alguma exposição inicial. Nem todas as tracks que eu toco são lançadas, mas existem muitos donos de gravadoras que escutam o programa e já aconteceu algumas vezes da track ser assinada depois que eu a toquei no Hot Or Not.

Mais informações aqui: http://radio.goonair.net/hot-or-not/

5- Como é para conciliar sua agenda apertada de shows com seu programa semanal, Go On Air? Como você consegue tempo ainda para selecionar sempre grandes tracks para o show?

Mais uma vez, não sou somente eu quem que cuida de tudo, se você quiser expandir os seus horizontes você precisa se juntar a outros então eu tenho ajuda de outras pessoas para fazer o show acontecer.  

6 – Você poderia nos contar um pouquinho de como a experiência com o ‘Live 2.0!’ tem sido pra você? Como foi a reação das pessoas na pista no primeiro show da turnê? As reações tem sido parecidas conforme a turnê evolui? 

O show ‘Live 2.0!’ tem ficado melhor e melhor assim como eu também tenho ficado mais confiante e confortável com o novo equipamento. O primeiro show no EDC Mexico foi maravilhoso, mas eu estava muito nervoso e eu não me diverti tanto quanto eu normalmente faço agora. As pessoas amaram, mas eu só pude falar algo após assistir a gravação em vídeo porque eu estava muito focado no lado técnico das coisas mais do que aproveitando o show.

Agora tudo vai muito bem e eu não consigo esperar para voltar ao Brasil para nos divertimos todos juntos.

7 – Você lançou um single incrível pela Blackhole Recordings, ‘Dr. Who’, você poderia nos contar um pouco sobre como essa track surgiu? E de onde essa inspiração tão mágica para as suas criações vem?

Bem, ‘Dr. Who’ é uma série de televisão famosa de si-fi no Reino Unido que está no ar desde o final dos anos 60 eu acho. Eu nunca assisti o programa para ser honesto mas me apaixonei pela música tema quando eu ouvi um remix de Orbital em 2003. Desde então aquela melodia ficou grudada na minha cabeça e eu sempre quis fazer um remix para ela, mas eu nunca encontrei a inspiração correta para fazê-la apropriadamente, então eu decidi deixar amadurecer por alguns anos. Agora o fato de que aquele tipo de som terciário é mais comum em meio ao trance aquela melodia apareceu novamente e eu decidi que era o momento correto para fazer meu próprio remix. Nós fizemos um pedido e conseguimos os direitos de lança-la como um cover, por isso que aparece com o nome ‘Giuseppe Ottaviani – Doctor Who’. 

8 – Você tocou no Brasil ano passado. Como foi a experiência, e como você se sentiu tocando aqui? Na sua opinião, o Brasil possui o potencial para criar uma cena trance tão forte quanto a dos nossos vizinhos na Argentina? 

Pelo que eu pude ver a última vez que toquei aí, os brasileiros compartilham exatamente da mesma paixão pela música que os argentinos, então eu acredito que vocês têm grandes chances de fazer grandes coisas. E como eu disse antes, eu mal posso esperar para tocar para vocês novamente. 

9 – Por que você acha que a TRANCE MUSIC tem se mantido por tantos anos no coração das pessoas? 

A melodia e as emoções que a boa música é capaz de transportar e entregar aos ouvintes é o que fez a trance music sólida e consistente por tantos anos. Com certeza a tecnologia evoluiu bastante, os sons mudaram, mudou a bpm, até o tamanho das músicas mudaram significantemente, mas a melodia, eu me refiro as boas, permaneceram como a parte mais importante de uma produção bem-sucedida de trance (destaco Goureyella – Anahera). 

10 – Que demais! E nós queremos que você volte sempre ao Brasil. Agora nos conte sobre seu futuro e parceiros. O que podemos esperar dos próximos passos de Giuseppe Ottaviani? 

Preste atenção no meu álbum que irá ser lançado, nós estamos fazendo os planos para o lançamento nesse exato momento enquanto falamos!

Para terminar, você poderia deixar uma mensagem para seus fãs brasileiros?

Obrigado a todos novamente e espero vê-los em breve.

[accordion title=”Original English Interview” close=”1″]Interview – Giuseppe Ottaviani

Hello Giuseppe Ottaviani, it is a great pleasure for us from the Trance Mag Br having the opportunity of conducting this interview with such a big artist. TRANCE MAG//BR journalism team have prepared some questions for you, so all your Brazilian fans have the opportunity of getting to know your work better and also enrich the trance scene in this country. Thanks for accepting it.

1 – Can you tell us a bit about the beginning of your career, like de NU NRG project, which is legendary for trance music, did you perform live with the project?

Yes we performed live for fun in a couple of gigs, it was cool to bring on stage keyboards, mixer, sequencer and other hardware machines instead than playing with vinyl. If you looked at the stage it was looking like a band was about to perform, more than a DJ. When we’ve got signed to Paul Van Dyk’s VANDIT label in 2001 they suggested to keep doing live performance since the DJ market was already saturated (if they only would imagine how saturated is the DJ marked today lol ). So we decide that NU NRG was a live act and not a DJ act.
Since then I kept playing live instead than DJing and that became my only way to perform.

2 – We are stunned by how much you have achieved in your career, many incredible productions, a record label and a breathtaking live show. How do you deal with all this success in a personal level? How do you evaluate all this success and what direction is it taking you?

Well I never stop and look back at what I’ve done so far and say “wow”, I more likely say “ok” let’s move on now. I always believe the best is yet to come and this is probably what pushes me forward every time.

3– As part of this long and amazing Career you are also part of one of the most important projects of trance music, PURE NRG. How is it to play alongside with Solarstone? How did this partnership come up?

Pure NRG is another great project that was born just by a random talk during a walk down the Harbour Bridge in Sydney. Rich, me and our manager Paula we all came up with the idea and few weeks later Pure NRG was born. Simple as that.
It’s a fusion of both sounds, the more “pure” melodies from Rich and the more energetic sounds from my side all packed together in a live setup where we both play keyboards and perform exclusive music that we write for each show.
Rich is a great partner, and everything is going smooth and easy. It’s lots of fun above all.

4 – What does a producer have to have to release a track on ‘Go On Air’ imprint? Do you select the tracks yourself? Can you give any advice for people who are in the beginning of their career?

It’s not about the producer but the production he makes. GOONAIR is a trance label so I’m obviously always looking for that catchy melody that can let you dream, let you dance and remain stuck in your head.
I have the help of my A&R guy that helps me in making the first selection of demos, I just have no time to listen to everything so he let pass thru the good ones and discard all the rest, but at the end it’s always me selecting the more interesting track and deciding which one gets released.

For the new comers and / or aspiring producers we have a great feature on the GOONAIR radio show called “Hot Or Not”. Basically I select one track per week and play it on the radio and the audience get to vote for it. The most voted tracks get a release on GOONAIR as part of the dedicated “Hot Or Not Most Wanted EP” series. I think it’s a great chance for those who are looking for some good initial exposure. Not every track I play then it gets released but there are many label owners listening to the show and already happened few times that a track got signed after I played it as Hot Or Not.
More infos here : http://radio.goonair.net/hot-or-not/

5– How is it to conciliate your tight agenda of shows with your weekly radio show, Go On Air? How do you manage to select such great tracks every week for the show?

Again, it’s not just me taking care of everything, if you want to expand your horizons you need a team and so I have the help from other people to make the radio show happen 

6 – Can you tell us a little about how the experience with the ‘Live 2.0!’ show has been for you? What was the reaction of the crowd on the very first shows of the tour? Have they been the same as the tour goes by?

The Live 2.0 shows gets better and better as I’m also getting more confident and comfortable with the new gear. The first show at EDC Mexico was amazing but I was too nervous and I didn’t enjoyed it as I normally do now. People loved it but I could only tell after watching the video recording because I was too focused on the technical side of things more than enjoying the show.
Now everything goes well and I can’t wait to come back to Brazil and have some fun all together.

7 – You have released an amazing new single, on Blackhole Recordings, ‘Dr. Who’, would you tell us a little about how this track came up? And where does this magical inspiration for your creations come from?

Well Doctor Who is a famous UK shi-fi TV series which runs since late 60’s I guess. I never watched the TV show to be honest but fell in love with its music theme when I firstly heard a remix from Orbital back in 2003. Since then that melody remained stuck in my head and always wanted to remix it but never found the right inspiration to do it properly so I just let it sink for years. Now the fact that triplet kind of sound is quite common with the trance genre that melody popped up again and I decided it was the right time to make my own mix. We made a request and we’ve got the rights to release it as a cover, that’s why it appears to be ‘Giuseppe Ottaviani – Doctor Who’.

8 – You played in Brazil last year. How was the experience, and how did you feel playing here? In your opinion Brazil has the potential for a big trance scene like our neighbors in Argentina?

From what I could see last time I played there, Brazilian crowd share the exact same passion for music as the Argentinians so I believe you have great chances to make big things and as I said before I can’t wait to come back and play for you guys again.

9 – Why do you think Trance Music has been maintained for many years in the affection of people?

Melody and the emotions that a good melody is capable to carry on and to deliver to the listener is what made trance music solid and consistent through the years. Of course technology evolved at lot, sounds changed, bpm changed, even the length of a track changed significantly, but the melody, the good one I mean, remained as the most important part of a successful trance production (see Gouryella – Anahera)

10 – How nice! And we want you to come back often. Now tell us about your future and work partners. What should we expect of Giuseppe Ottaviani’s next steps?

Watch out for my new upcoming artist album, we’re making a release plan as we speak!

To finish, can you leave a message to all your Brazilians fans?

Thanks again everyone and hope to see you soon
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Confira o lançamento do último single de Giuseppe – ‘Dr. Who’:

[youtube width=”400″ height=”300″ video_id=”kEpcGrwvowA”]

http://www.giuseppeottaviani.com/
http://label.goonair.net/
http://radio.goonair.net/

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