Em um país onde a diversidade musical, cultural e social está presente a todo momento, no início com o “Trance no Brasil” isto não poderia ter acontecido de outra maneira. As raves de Psy Trance foram e são extremamente importantes para a cena Trance no Brasil, estas foram as bases para o que hoje somos e criamos. No início dos anos 2000 houve uma separação dos estilos no Brasil. Não se sabia bem o que era o Psy Trance e o Trance Europeu. Quando se falava em Trance já se pensava nos eventos de Psy que reuniam milhares de pessoas. Aos poucos artistas de Trance Europeu como Armin Van Buuren, Tiesto, Ferry Corsten, entre outros se arriscaram a vir tocar aqui. Algumas empresas também financiaram eventos de grande porte trazendo nomes como Rank 1, Above and Beyond, Marco V, Paul Van Dyk, Aly and Fila e outros. Tendas foram criadas em festivais como Skol Beats (Tenda Gatecrasher) e muitos outros. Clubs em São Paulo, Recife, Porto Alegre, Florianópolis e Rio de Janeiro também trouxeram nomes de peso e fizeram grandes eventos com o público nacional. O povo brasileiro começou a se interessar pelo diferente e o diferente não era o que se ouvia nas raves, mas sim nas radios via Internet, tais como ID-T (Asot), Di.Fm, Ah.Fm e outras. Sites começaram a surgir, grupos começaram a ser criados nas redes sociais (Orkut), com milhares de pessoas. E assim o Trance nasceu no país. Produtores nacionais se destacando no exterior também fizeram parte do início. Para algumas pessoas o Trance é feito de pequenos grupos que se reunem em pequenos clubs com uma vibe mais intimista, para outras o Trance é feito da massa e da energia da multidão, para outros, um bom show de radio via internet já é válido. O Trance no Brasil é algo democrático, é para todos sem distinção de raça, sexo, cor, origem social. P.L.U.R (Peace, Love, Unity e Respect).

O Trance no Brasil também foi feito para fazer parte dos grandes festivais como já vem acontecendo há algum tempo. Uma nova safra de fãs está surgindo e é importante que se saiba que o Trance no Brasil não nasceu agora.  Temos uma cena sólida sim, um pouco desunida é verdade. Mas sem dúvidas uma das melhores cenas de Trance do mundo. Se compararmos o Trance brasileiro com o Argentino, claro e obviamente percebe-se a diferença. Na Argentina os eventos são 100% voltados a um line up de Trance, no Brasil isso se torna algo inviável atualmente devido a  miscigenação cultural e musical (aumento da EDM), portanto é válida a criação de “Stages” em grandes eventos como “Full On Ferry” e quem sabe outros que possam surgir com talentos nacionais.  O Brasil é um país enorme e o Trance pode ser chamado de DEMOCRÁTICO. Grandes casas noturnas e festivais investem em Trance e provavelmente você verá um grande evento acontecendo muito perto de você.

by Trance Yoda

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In a country where the musical, cultural and social diversity is present at all times, at the beginning with “Trance in Brazil,” this could not have happened otherwise. Raves Psy Trance were and are extremely important for the Trance scene in Brazil, these were the foundation for what we are today and create. In the early 2000s there was a separation of styles in Brazil. No one quite knew what was Psy Trance and the European Trance. When it came to Trance already thought of Psy event that gathered thousands of people. Gradually European Trance artists such as Armin Van Buuren, Tiesto, Ferry Corsten, among others ventured to come play here. Some companies also funded large events bringing names such as Rank 1, Above and Beyond, Marco V, Paul van Dyk,  Aly and Fila and others. Tents were set up at festivals like Skol Beats (Gatecrasher tent) and many others. Clubs in São Paulo, Recife, Porto Alegre, Florianóplis and Rio de Janeiro also brought big names and big events made with the national public. The Brazilian people began to be interested in different and different was not what was heard at raves, but the radios via Internet, such as ID-T (Asot) Di.Fm, Ah.Fm and others. Sites began to emerge, groups began to be created in social networks (Orkut), with thousands of people. And so the Trance was born in the country. Trance producers highlighting abroad also took part in the beginning. For some people Trance is made of small groups that meet in small clubs with a more intimate vibe to other Trance is made of mass and energy of the crowd, for others, a good radio show via internet is already valid. Trance in Brazil is something democratic, is for all without distinction of race, sex, color, social origin. P.L.U.R (Peace, Love, Unity and Respect).

Trance in Brazil was also made to be part of the great festivals as has been happening for some time. A new crop of fans is coming and it is important to know that the Trance in Brazil was not born now. We have a solid scene yes, a little disunited is true. But without doubt one of the best Trance scenes in the world. If we compare the Brazilian Trance with the Argentine, of course and obviously realize the difference. Argentina events are 100% focused on an Trance line up, in Brazil this becomes something currently not feasible due to cultural miscegenation and musical (increased EDM), thus creating valid “Trance Stages” in big events like “Full on Ferry “and perhaps others that may arise with national talents. Brazil is a huge country and Trance can be called DEMOCRATIC. Large nightclubs and festivals invest in Trance and you will probably see a big event going and very close to you.

by Trance Yoda

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