Aevus – Renaissance lançamento previsto para 16/08/2019

O Brasil vem aos poucos se destacando na cena trance e é claro que nossos artistas têm trabalhado duro para que esse crescimento ocorra de forma exponencial, seja nas produções, collabs, remixes, projetos, radio shows e sets que têm mostrado cada vez mais a força do trance nacional. Várias entrevistas já foram feitas e agora é com grande prazer que batemos um ótimo papo com Guto Putti! O artista nos traz muitas novidades e nos conta sobre seus novos lançamentos!

Confira a entrevista abaixo:

Olá, Guto! É um prazer poder entrevistá-lo!

1. Você lançou uma boa quantidade de tracks neste início de 2019, qual delas foi a mais desafiadora?

Olá a todos! Muito obrigado Trance Mag//BR por me entrevistar. Sim, até agora Julho de 2019 eu tive a oportunidade de lançar muitas músicas. No total foram 10 tracks desde Janeiro contando a última que foi uma versão especial que fiz da música Push Through da lenda “Signum”. A mais desafiadora sem dúvidas foi o meu remix de “Tonight” para a música do Andrea Ribeca e da Sylvia Hanami. O Andrea Ribeca além de um grande amigo é um artista talentosíssimo, para remixar Tonight tive de deixar de lado o maravilhoso vocal da Sylvia pois não acreditava que minha versão pudesse ser tão boa quanto a original. Qualquer teste que eu fizesse com o vocal original, não seria o bastante. Então tomei a decisão de fazer a versão “Aevus Starlight mix” sem os vocais. Confesso que tive medo de não corresponder com a expectativa de trazer algo bom e também uplifting como a original. Mas acredito que as pessoas gostaram muito e fiquei muito feliz com o resultado. Aevus – Juppiter também foi desafiadora, pois traz uma harmonia bem diferente.”

2. Você lançou recentemente seu novo alias Legacy One com a track Raveformation. Poderia nos contar qual a essência desse novo projeto e se já há um novo release para sair ainda este ano?

Legacy One é um projeto novo que eu lancei através da música “RaveFormation”. Legacy One simboliza um pouco de tudo o que aprendi até hoje nesses 19 anos de carreira como artista e produtor de Trance Europeu. É um “alias” onde posso expressar a liberdade de criar coisas novas, sem fórmulas e sem limites sempre com 140 BPMs. RaveFormation por exemplo é uma música diferente das coisas que eu venho lançado com os projetos Aevus, Amazon, StarFights, The Red Ronin, etc. A música tem uma levada tech trance com batidas fortes e lineares, mas a caída de música é o fator essencial do projeto. Espero ter novas inspirações para o Legacy One.”

3. No ano passado, seu álbum Sunrise apresentou uma grande diversidade de sons e estilos agradando diversos gostos dentro da cena trance. Há a possibilidade de sair um novo álbum ainda este ano? Seria na mesma pegada de Sunrise?

O ano passado foi muito importante para mim, pois consegui concretizar um sonho que era lançar meu primeiro álbum. Uma coletânea de trabalhos ao longo dos anos. Algumas músicas já tinham mais de quatro anos de idade e nunca haviam sido lançadas. Após o lançamento de “Sunrise” eu tinha decidido que iria lançar outro álbum em 2019! Mas foi um pouco de empolgação mesmo. Preferi lançar novos singles e deixar a ideia do álbum de lado por enquanto. Talvez em 2020 eu lance algo novo, preciso achar o momento justo e o conceito certo para isso. Mas está nos planos futuros.

4. No início do semestre você tocou no evento No Labels em São Paulo. Como foi a vibe da festa e qual a sua opinião sobre a questão do estilo na cidade?

Há alguns anos, um grande DJ mundial me disse: ‘A party is always made by the people’. Eu concordo com essa frase. A festa foi sensacional, um ambiente intimista lotado de verdadeiros apaixonados pelo Trance em todos os seus bpms e estilos. Foi lindo ver as pessoas pulando e se divertindo muito. Gostaria que mais festas como essa acontecessem no nosso país e eu tivesse mais oportunidades de mostrar o meu trabalho. Não vou deixar de tocar o som que eu acredito e que eu sempre toquei desde que comecei como DJ. Não importa onde esteja meu bpm, mas onde posso portar minha alegria e minha energia.

5. Ano passado você teve uma gig na Argentina, país no qual a cena trance é fortíssima, poderia nos contar sobre o sentimento e a energia do público argentino? Há uma nova possibilidade de retorno ao país?

Espero voltar em breve para a Argentina. Atualmente faço parte do casting da Rebels Productions (Buenos Aires) e sou muito orgulhoso disso. Amo meus amigos da Argentina e tenho um carinho muito especial pelo país. Metade da minha família agora é Argentina, minha irmã casou-se com um Argentino de Buenos Aires e tenho sobrinhos das duas nacionalidades. Vou para Buenos Aires desde muito novo. Considero minha segunda casa e me sinto muito a vontade. O público ali ama muito o Trance do fundo do coração. Não importa se você é o DJ mais famoso do mundo ou um novo nome da cena, você será tratado com amor e respeito. O Trance vem primeiro, a cultura do Trance vem primeiro. Desculpe se alguém tem a idiotice de achar que existe alguma rivalidade entre o Brasil ou Argentina. Argentina eu amo muito você!! Em breve estarei aí.

6. Para seus próximos lançamentos, há alguma collab ou projeto em vista? Se sim, é para este ano ainda?

Para 2019 não tenho nenhuma colaboração em andamento. Eu deixo as coisas acontecerem, talvez uma nova colaboração com um novo produtor da BlueSoho aconteça, mas por enquanto são só ideias no papel.

7. Você possui um grande laço e parceria com a lenda Mario Piu, já pensaram em fazer uma collab em breve?

Eu e o Mario Piu somos grandes amigos e também sócios na Neural Music Italia, o sub selo da minha gravadora Azura Recordings. Neste ano lançamos juntos um remake de “Mario Piu – Ayers Rock”, música que foi muito aclamada na época da histórica BXR em meados de 2000. Fizemos duas novas versões techno e lançamos no mês passado. As pessoas gostaram bastante e espero em breve lançar algo totalmente novo com ele. Em 2018, ele remixou Aevus vs. Skoopman & Phab – Age of Love, e seu remix fez parte do seu novo álbum “Back From Hell.

8. Seus mais recentes remixes são das tracks Tonight, de Andrea Ribeca e Sylvia Hanami; e Ayers Rock de Mario Piu. Poderia nos contar o que o Aevus Starlight e Aevus 9Pm Mix significam em suas produções?

Aevus Starlight é a inspiração que eu tenho quando sinto algo de origem universal e veio através da busca nas estrelas. É difícil explicar com palavras, mas sinto que algumas músicas e criações, realmente possuem uma energia cósmica quanto eu estou em processo de produção e criação, são synths claros e tocantes, melodias que trazem arrepios e batidas que entram na alma. A ideia começou através de alguns reworks que eu fiz com o nome “Aevus Blue Star”, são eles, Armin Van Buuren – Communication (Aevus Blue Star mix), e Jose Amnesia – The Eternal (Aevus Blue Star mix) entre outras. Aevus 9PM mix foi uma variação para o techno que eu fiz para o remix de Mario Piu – Ayers Rock. É um som mais caótico e underground, onde o peso das batidas e o groove forte é o que conta.

9. Ainda sobre seu remix da track de Mario Piu, quais os elementos do trance que podem influenciar no techno e vice-versa?

O Techno é o irmão mais velho do Trance na minha opinião. Atualmente os technos que tenho escutado estão muito chatos, desculpe a minha sinceridade e opinião pessoal. Minimais demais e com batidas fracas comparadas ao som que eu escutava em 1998 até meados dos anos 2000. Sou acostumado com o Hard Techno Italiano de 140 BPMS som característico da antiga BXR. Onde algumas melodias se misturavam aos grooves impactantes das músicas. Também me lembro bem do som das lendas Anderson Noise, Renato Cohen, Dj Murphy, Mauro Picotto, Mario Piu etc. O que tocam hoje é muito diferente do que eu gosto em matéria de techno.

10. Estamos no “mês dos namorados” e, falando nisso, você lançou recentemente a belíssima track Passione pela Neural Music. Como e porque você escolheu esse nome para essa incrível obra?

Aevus – Passione” foi uma composição musical que aconteceu inesperadamente. Estava criando algo novo com uma pegada uplifting e a música foi se formando e se transformando em algo agradável e com muita energia. A música inicialmente tinha outro nome, mas eu ainda não estava muito satisfeito com o nome inicial etc. Esperei até ver o nome que ela merecia ter e após receber algumas críticas percebi que ela era apaixonante. Então nada melhor do que “Passione”.

11. Você possui collabs com Skoopman & Phab sendo a última, Giant Wheel, lançada em abril. Como você escolhe os artistas para suas collabs?

Cada caso é um caso, em Age of Love e Giant Wheel por exemplo com o Skoopman & Phab, fizemos todas as composições harmônicas juntos e decidimos a estrutura final. A produção final foi feita por mim. A escolha dos colaboradores simplesmente aconteceu. Phab (Fabrizio Moroni) é um músico italiano e Skoopman é um artista e jornalista italiano. Já éramos bem amigos.”

12. É possível você nos descrever como é a rotina de um A&R e sócio de uma gravadora? Quantas demos em média você recebe por mês? Poderia dar umas dicas para os futuros produtores e o quê eles NÃO devem fazer para que a track não seja recusada em uma label?

Sou muito orgulhoso da Azura Recordings Group e dos cinco selos que ela engloba atualmente. High Trance Energy, Flamingo Progressive, Nano Tech Records, Neural Music Italia e Azura Recordings. Recebemos dezenas de demos semanalmente de todas as partes do mundo. A dica que eu daria a um novo produtor é muito simples. SIGA A SUA ARTE e crie o seu próprio universo com a música. Seja mais artista e menos produtor. Um bom artista será um grande produtor. Mas um bom produtor não necessariamente será um grande artista.

13. É claro que infelizmente é impossível sabermos as melodias e harmonias de todas as músicas existentes no mundo. Como vocês trabalham para que plágios sejam identificados nas tracks? Já chegou a pegar algo assim em suas gravadoras?

Sim. Normalmente eu uso o Shazam e quando percebo algo que já escutei antes corro para o programa e tiro minha dúvida.”

14. Até o presente momento, qual track lançada este ano mais te emocionou?

Dentre as minhas produções “Andrea Ribeca ft. Sylvia Hanami – Tonight (Aevus Starlight mix)” confesso que chorei durante a produção da música. De outros produtores e artistas me emociono ao escutar “Aly & Fila – It’s All About the Melody” a música do ano na minha opinião.”

15. Você foi entrevistado pelo apresentador Ariel Palacio para o programa Palacio Buenos Aires pela TEC.FM, qual foi sua reação ao saber que um apresentador da Argentina gostaria de entrevistá-lo?

Foi bacana demais! O Ariel é um cara incrível e muito talentoso. Ele vem fazendo um trabalho sensacional entrevistando Djs e Produtores pelo mundo a fora. Grande pessoa e grande amigo.”

16. Muito obrigado pela incrível entrevista, Guto! Você poderia escrever suas considerações finais para seus fãs?

Amo muito meus amigos e fãs. Espero que possam me ajudar no Trance Podium 2019 www.trancepodium.com. Ano passado fiquei na posição 184! Gostaria muito de ter o apoio de vocês mais uma vez.
Obrigado sempre! Vocês são a razão da minha música, podem acreditar. Obrigado Fernando (Trance Mag//BR) pela entrevista.”

A equipe Trance Mag//BR agradece Guto Putti pela entrevista e deseja muito sucesso com muitas tracks, collabs e remixes!

Site Oficial: www.aevusmusic.com

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